quinta-feira, janeiro 18, 2007

Um Desabafo

Oh infelicidade desta mata com as suas silvas que dilaceram as minhas veias, ensanguentando-me a minha alma perdida num limbo de seres corruptos e errantes desta vida superficial a que chamam de Humana.

As labaredas deste fogo interior que consome cada pensamento luxuriante que descrevo nesta pena de corvo negro como os teus olhos, que me observam numa latência de adoração de cada milímetro do meu ser, como de um deus menor se tratasse...

merecerá o meu ser esta julação deliciosa?

Cada meu ponto nevrálgico vibra na presença do teu corpo imaculado, tal mata virgem nunca antes tocada por seres impuros, que observo pacientemente como se fosse a primeira e ultima vez que os meus sentidos pudessem o contemplar

Oh abismo temporal que separa estes dois seres misantrópicos destinados a ser um só.
Com tanto a dar ao mundo e criar o seu próprio onde mais nenhum ser poderá entrar, tal éden desvirtuado pela podridão do ser que nos rodeia e tenta separar...

17:00 06-10-2006